É impossível não rir quando o nosso amigo Sócrates, de grandes jantaradas e bom vinho nos jardins de S. Bento em noites quentes de Verão, diz à oposição sempre que se dirige a eles: Um bocado mais de humildade meus senhores, quem ganhou as eleições fui eu.
E ao fim de muitos minutos a ver o debate na assembleia continuo a não conseguir levar estes gajos a sério.
Longe vão os tempos em que talvez na minha pura ingenuidade queria enveredar pela política. Verdade seja dita, quanto mais conheço menos quero conhecer.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Às vezes gostava de parar de pensar #1
Devemos, todos, uma critica sincera ao conteúdo.
Mas hoje não vou pagar a minha divida.
Mas hoje não vou pagar a minha divida.
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
Esta é para os manos #2
Parafraseando Herberto Helder:
"Amor - eis a palavra. O puro amor dos "Úrias". Mas a cidade era inatacável. A máquina funcionava: os jardins, a polícia, e os nomes, as imagens caçadas no ar, o trânsito das metáforas bancárias, ou os quartos onde se acorda para morrer, ou os nexos de lembrança, e a carne negra sobretudo quando os incêndios ameaçam passar de casa para casa, tudo: a vida inteira estancada como um dia entre duas noites, os medos, os mistérios. E os "Úrias" praticavam o seu terrorismo luminoso. Escreviam monografias onde a paixão interna corrompia a objectividade: era uma ciência rebelde."
Desta não estavam vocês há espera.
"Amor - eis a palavra. O puro amor dos "Úrias". Mas a cidade era inatacável. A máquina funcionava: os jardins, a polícia, e os nomes, as imagens caçadas no ar, o trânsito das metáforas bancárias, ou os quartos onde se acorda para morrer, ou os nexos de lembrança, e a carne negra sobretudo quando os incêndios ameaçam passar de casa para casa, tudo: a vida inteira estancada como um dia entre duas noites, os medos, os mistérios. E os "Úrias" praticavam o seu terrorismo luminoso. Escreviam monografias onde a paixão interna corrompia a objectividade: era uma ciência rebelde."
Desta não estavam vocês há espera.
Da série: tudo o que sinto e não sinto

"Talvez pudesse ouvir passos junto à porta do quarto, passos leves que estancariam enquanto a minha vida, toda a vida, ficaria suspensa. Eu existiria então vagamente, alimentado pela violência de uma esperança, preso à obscura respiração dessa pessoa parada. Os comboios passariam sempre. E eu estaria a pensar nas palavras do amor, naquilo que se pode dizer quando a extrema solidão nos dá um talento inconcebível. O meu talento do homem e devia reter, apenas pela sua força silenciosa, essa pessoa defronte da porta, a poucos metros, à distância de um simples movimento caloroso. Mas nesse instante ser-me-ia a essencial crualdade do espírito. Penso que desejaria somente a presença incógnita e solitária dessa pessoa atrás da porta. Ela não deveria bater, solicitar, inquirir.
Herberto Helder
Ainda não percebi...
se ando a enterrar ou a desenterrar o adjectivo.
quente-frio, cerveja-vinho, bairro-bica, tímida-libertário, rua-cinema, mundo-alfama, espontaneidade-jogo, mono-multi, poesia-racional, and so on...
quente-frio, cerveja-vinho, bairro-bica, tímida-libertário, rua-cinema, mundo-alfama, espontaneidade-jogo, mono-multi, poesia-racional, and so on...
domingo, 1 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
Doce ou travessura?
Cresci numa aldeola semi à beira mar, onde pude passar a minha infância na rua e aprender a nadar aos 3 anos na praia.
Hoje em dia os mais cépticos dizem que infâncias dessas já não são possíveis de ter, que "fomos" os últimos numa sociedade ocidentalizada (claro está) a ter o privilégio de o fazer.
Será que tenho motivos para discordar?
Já é o segundo grupo que me bate à porta e diz "doce ou travessura?". Acho brutal que os miudos se juntem em grupos e tenham iniciativas destas, muito embora no meu tempo não houvessem cá halloweens. Não era preciso um pretexto para se vir para a rua. Lembro-me de noites quentes de verão passadas ao pé da igreja, de histórias de terror contadas uns aos outros para nos assustarmos, de travessuras, de corridas, de jogos, de sorissos e alegria. Lembro-me de chegar a casa e abrir a porta pelo postigo, e entrar já tarde e não ter pais preocupados há minha espera.
Há certas coisas que com o passar do tempo se vão perdendo. Uma infância com tanta inocência claramente é uma delas. Mas não só.
É incrível como cada vez que volto às origens, numa média de 2 em 2 meses, vejo a quantidade de betão que ganhou forma. É assustador diria, especialmente porque muito desse betão jaz junto à minha praia.
Em tempos via-me a viver aqui. Hoje já não e infelizmente cada vez menos, pois a poesia da minha terra cada vez se desvanece mais.
Se pensassemos todos mais colectivamente existiria certamente mais poesia por este mundo. O que nos leva a questão:
Será que a "collective action" poderia tornar este mundo mais poético? A Violeta, a Elinor Ostrom e eu dizemos que sim.
e tu?
Hoje em dia os mais cépticos dizem que infâncias dessas já não são possíveis de ter, que "fomos" os últimos numa sociedade ocidentalizada (claro está) a ter o privilégio de o fazer.
Será que tenho motivos para discordar?
Já é o segundo grupo que me bate à porta e diz "doce ou travessura?". Acho brutal que os miudos se juntem em grupos e tenham iniciativas destas, muito embora no meu tempo não houvessem cá halloweens. Não era preciso um pretexto para se vir para a rua. Lembro-me de noites quentes de verão passadas ao pé da igreja, de histórias de terror contadas uns aos outros para nos assustarmos, de travessuras, de corridas, de jogos, de sorissos e alegria. Lembro-me de chegar a casa e abrir a porta pelo postigo, e entrar já tarde e não ter pais preocupados há minha espera.
Há certas coisas que com o passar do tempo se vão perdendo. Uma infância com tanta inocência claramente é uma delas. Mas não só.
É incrível como cada vez que volto às origens, numa média de 2 em 2 meses, vejo a quantidade de betão que ganhou forma. É assustador diria, especialmente porque muito desse betão jaz junto à minha praia.
Em tempos via-me a viver aqui. Hoje já não e infelizmente cada vez menos, pois a poesia da minha terra cada vez se desvanece mais.
Se pensassemos todos mais colectivamente existiria certamente mais poesia por este mundo. O que nos leva a questão:
Será que a "collective action" poderia tornar este mundo mais poético? A Violeta, a Elinor Ostrom e eu dizemos que sim.
e tu?
Quando o Ribas canta...
"Tu conheces-me sabes quem eu sou,
Tu não sabes nada de mim,
Tu conheces-me mas nem sabes porque é que eu sou assim..."
Sei que assisti a um momento que vai deixar muita gente invejosa.
Pois é!!!!... Ontem, na Caixa Económica, o Ribas subiu ao palco várias vezes para cantar Censurados e foi LINDO.
E hoje, cá estou de bracinhos doridos e com uma perda de audição que ronda os 30%, no ouvido direito.
Tu não sabes nada de mim,
Tu conheces-me mas nem sabes porque é que eu sou assim..."
Sei que assisti a um momento que vai deixar muita gente invejosa.
Pois é!!!!... Ontem, na Caixa Económica, o Ribas subiu ao palco várias vezes para cantar Censurados e foi LINDO.
E hoje, cá estou de bracinhos doridos e com uma perda de audição que ronda os 30%, no ouvido direito.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Gostamos de António Lobo Antunes?
" Se abrir a torneira ouvirei o barulho do mar? Em pequeno, na cama, as ondas chegavam até mim, uma após a outra, misturadas com o vento dos pinheiros e o imenso mistério da vida. Escutava-as na certeza de ser feliz e eterno.
Amanhecia e o mar calava-se. Via-o na janela no mesmo sítio, em silêncio, ele que no escuro encostava aos caixilhos para me ver dormir e me seguia com aqueles olhos que o mar tem; (...)
Depois sem te voltares para trás, acenas adeus à medida que te afastas para um jardim de reformados até que a morte te diga
_ já vai sendo tempo filho
E poderás sorrir-lhe, como uma namorada antiga que nunca envelheceu.
Sorri-lhe
(entendes o que eu digo?)
numa mistura de timidez e confiança porque
(entendes mesmo o que eu digo?)
te tornarás feliz e eterno.
António Lobo Antunes
Amanhecia e o mar calava-se. Via-o na janela no mesmo sítio, em silêncio, ele que no escuro encostava aos caixilhos para me ver dormir e me seguia com aqueles olhos que o mar tem; (...)
Depois sem te voltares para trás, acenas adeus à medida que te afastas para um jardim de reformados até que a morte te diga
_ já vai sendo tempo filho
E poderás sorrir-lhe, como uma namorada antiga que nunca envelheceu.
Sorri-lhe
(entendes o que eu digo?)
numa mistura de timidez e confiança porque
(entendes mesmo o que eu digo?)
te tornarás feliz e eterno.
António Lobo Antunes
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Esta é para os manos...
Parafraseando a biografia do O'Neill:
"Violeta" descobre junto dos "manos Úria", a família excêntrica que os genes lhe pediam.
"Violeta" descobre junto dos "manos Úria", a família excêntrica que os genes lhe pediam.
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A política a mim interessa-me #2
Hoje, estava eu numa das minhas esplanadas habituais quando se sentaram na mesa ao meu lado reputados membros do antigo Governo (pelo menos um faz ainda parte do novo...). Mesmo que não conhecesse as suas caras, ou o seu trabalho, o saco que tinham da Assembleia da República tiraria as dúvidas aos menos atentos.
Como é frequente, olharam para mim mas acharam que a minha cara de menina não colocava impedimentos às suas conversas (sim, é assim que ouço muita coisa, em muitos sítios).
Não vou repetir o que ouvi, mas:
- Ter membros do governo a falar, de forma muito pouco digna, dos problemas que novos membros vão ter por não terem vida social ou capital social fora do seu núcleo duro;
- Ouvir o que se passou e o que se vai passar, em reuniões tidas à porta fechada;
- Ouvir comentários à forma de actuação do Primeiro Ministro e à sua maneira de ser (campo pessoal/privado);
- Aperceber-me do tom indignado (de uma destas pessoas) pela forma como o novo ministro se dirigiu a si tão ilustre pessoa (aqui um comentário pessoal: considero a pessoa em causa altamente incompetente, e com um ego demasiado grande, que não fez um bom trabalho na sua área de competência)
...numa esplanada, gera-me uma grande confusão.
Há poucos dias, na mesma esplanada, ouvi uma outra conversa sobre assuntos camarários, sobre alguns dos novos deputados, sobre problemas e problemas...
Muitas coisas podiam ser ditas mas: onde está o sentido de responsabilidade? de confidencialidade? de respeito?
Que é como quem diz: onde está o sentido de serviço público? de dedicação?
Recuperando uma das minha frases mais antigas: É o mundo em que vivemos (ou a outra versão: está tudo podre)
A descrença continua.
Como é frequente, olharam para mim mas acharam que a minha cara de menina não colocava impedimentos às suas conversas (sim, é assim que ouço muita coisa, em muitos sítios).
Não vou repetir o que ouvi, mas:
- Ter membros do governo a falar, de forma muito pouco digna, dos problemas que novos membros vão ter por não terem vida social ou capital social fora do seu núcleo duro;
- Ouvir o que se passou e o que se vai passar, em reuniões tidas à porta fechada;
- Ouvir comentários à forma de actuação do Primeiro Ministro e à sua maneira de ser (campo pessoal/privado);
- Aperceber-me do tom indignado (de uma destas pessoas) pela forma como o novo ministro se dirigiu a si tão ilustre pessoa (aqui um comentário pessoal: considero a pessoa em causa altamente incompetente, e com um ego demasiado grande, que não fez um bom trabalho na sua área de competência)
...numa esplanada, gera-me uma grande confusão.
Há poucos dias, na mesma esplanada, ouvi uma outra conversa sobre assuntos camarários, sobre alguns dos novos deputados, sobre problemas e problemas...
Muitas coisas podiam ser ditas mas: onde está o sentido de responsabilidade? de confidencialidade? de respeito?
Que é como quem diz: onde está o sentido de serviço público? de dedicação?
Recuperando uma das minha frases mais antigas: É o mundo em que vivemos (ou a outra versão: está tudo podre)
A descrença continua.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Gosto de poesia por Lisboa
domingo, 25 de outubro de 2009
48 - Manter ideais
Há dias fui ver o documentário 48. Um documentário sobre presos políticos do período fascista português. Senti-me pequena. Ser preso durante mais de uma década em alguns casos, ser submetido a tratamentos desumanos e mesmo assim não falar?
Isto faz-me repensar. Repensar.
É bom quando algo te faz pensar assim.
Fossem todos os dias assim.
Isto faz-me repensar. Repensar.
É bom quando algo te faz pensar assim.
Fossem todos os dias assim.
sábado, 24 de outubro de 2009
Quando o Sami canta
"Choramos os nosso risos, fados muito imprecisos.
Rimo-nos dos nossos
ais, fados pouco casuais. Ou não."
fico, outra vez, a pensar no adjectivo.
Rimo-nos dos nossos
ais, fados pouco casuais. Ou não."
fico, outra vez, a pensar no adjectivo.
Aos amigos
"Amo devagar os amigos que são tristes com 5 dedos de cada lado.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente dentro do fogo.
Temos um talento doloroso e obscuro.
Construimos um lugar de silêncio. De paixão."
Herberto Helder
Adenda 1: É oficial não consigo parar de citar.
Adenda 2: Esta citação calha bem com a causa efeito de alguns adjectivos.
Os amigos que enlouquecem e estão sentados, fechando os olhos com os livros atrás a arder para toda a eternidade.
Não os chamo, e eles voltam-se profundamente dentro do fogo.
Temos um talento doloroso e obscuro.
Construimos um lugar de silêncio. De paixão."
Herberto Helder
Adenda 1: É oficial não consigo parar de citar.
Adenda 2: Esta citação calha bem com a causa efeito de alguns adjectivos.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
"O adjectivo? Que horror quando não é incisivo"*
É o meu adjectivo.
*Alexandre O'Neill
*Alexandre O'Neill
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Top 3 frases do 2º jantar
1. É um carro assexuado
2. Sem Deus, sem partido e sem carne
3. ou ficas frustrada ou ensopada
2. Sem Deus, sem partido e sem carne
3. ou ficas frustrada ou ensopada
2º Jantar Público à mesa
coreto+maria+violeta+alfredo+caril tofu com beringela, mel e passas+manteiga pasteurizada+sumol+saxofone+chuva+jardim da estrela+jaquelina estática+porca de murça+ou ficas frustrada ou ensopada+doces arabes+invasão de propriedade imaginária+manifesto inacabado+00.11h fechados no jardim?+autoridade+alergia alfredo+bébé lili+poema trama esquecido+mesmo tema de conversa+poesia ou carne+maria alegre+transporte da mesa+preço da sobremesa+perda da falafel+o que veio a mais na bota+solas camper+pulseira indiana+yeiiiiiiiiiiiiiiii+air ou dioxido de carbono+papel higienico+sol+espelho partido+cama insuflável+"valha a verdade"+Alexandre O'Neill+concertos de borla à sexta+myspace
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
The time that remains
Hoje fui ver "The time that remains", pseudo sátira inteligentíssima e sem dramatismos, em relação ao dia a dia dos palestinianos que decidiram ficar em vez de partir como tantos outros o fizeram.
Para mim é tudo muito simples, gosto de factos, gosto de racionalidade. Para mim há valores superiores a qualquer crença ou desígnio, mesmo quando se acredita.
Em tempos conheci um "israelita", que a dada altura me diz que durante o recrutamento militar obrigatório fazia parte do "departamento de bombardeamento" e não ficava feliz por muitas das coisas que tinha feito. Nesse momento gelei, por pensar que podia ter ao meu lado uma pessoa responsável pela morte de alguém. Não me consigo esquecer do sentimento que me invadiu. A minha expressão deve ter revelado de tal modo a confusão de sentimentos que me atordoavam que ele se volta e diz: "mas não matei ninguém".
Não sei se não matou, ou se matou e me disse que não o tinha feito apenas para me tranquilizar e porque o objectivo de toda a sua conversa seria fazer-me compreender o lado judeu. Nunca o saberei.
Sem perceber exactamente a que ele se referia, acabei por lhe perguntar: “Estás arrependido do que fizeste?”, ao que ele responde “Não”.
Sempre gostei de ouvir, mas há coisas que me incomodam demasiado para simplesmente as ouvir serenamente.
Para mim é tudo muito simples, gosto de factos, gosto de racionalidade. Para mim há valores superiores a qualquer crença ou desígnio, mesmo quando se acredita.
Em tempos conheci um "israelita", que a dada altura me diz que durante o recrutamento militar obrigatório fazia parte do "departamento de bombardeamento" e não ficava feliz por muitas das coisas que tinha feito. Nesse momento gelei, por pensar que podia ter ao meu lado uma pessoa responsável pela morte de alguém. Não me consigo esquecer do sentimento que me invadiu. A minha expressão deve ter revelado de tal modo a confusão de sentimentos que me atordoavam que ele se volta e diz: "mas não matei ninguém".
Não sei se não matou, ou se matou e me disse que não o tinha feito apenas para me tranquilizar e porque o objectivo de toda a sua conversa seria fazer-me compreender o lado judeu. Nunca o saberei.
Sem perceber exactamente a que ele se referia, acabei por lhe perguntar: “Estás arrependido do que fizeste?”, ao que ele responde “Não”.
Sempre gostei de ouvir, mas há coisas que me incomodam demasiado para simplesmente as ouvir serenamente.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
História encantada, mas principalmente imaginada
R.I.P. at Miradouro da Graça
(03.06.09-18.10.09)
Se foi com a Fake Plastic Trees que começou é com esta que acaba...
(03.06.09-18.10.09)
Se foi com a Fake Plastic Trees que começou é com esta que acaba...
domingo, 18 de outubro de 2009
Relíquias de Alfama
À frente de um café, uma caixa no chão diz:
"CUIDADO com a porca do 3º andar, está a mandar água"
"CUIDADO com a porca do 3º andar, está a mandar água"
Relíquias da Madragoa
Velhota nº1: Aiiiiii... já não se diz boa tarde, mal educada
Miúda que ia a passar: (frase censurada)
Velhota nº2: Vai lavar a boca, minha granda porca!!!!
---
Puto nº1: Ele quitou a arma toda, arranjou o suporte para o ombro, cerrou os canos, tudo.
Puto nº2: Espectacular.
Puto nº1: Pah.. dá mesmo para fazer tudo com aquilo
---
Sr. do café: Então a Jaquelina já foi para a China?
Eu: Para a índia, sim sim, já foi
Sr. ao balcão: ai, que a comida deles é tão má.
Eu: (ri-me)
Sr. ao balcão: e não se percebe nada...
Eu: pois, aí é que está o encanto
Sr. ao balcão: abriu agora ali um na Rua de São Bento, ao pé do Espanhol
Eu: Indiano???
Sr. ao balcão: não
Eu: Paquistanês?
Sr. ao balcão: não, não
Sr. do café: Nepalês?
Sr. do balcão: sim, é tudo o mesmo, não sabes o que comes de qualquer forma
Sr. do café: eu sei, sei sempre, a nossa comida é que é boa.
---
Rapariga que deve dinheiro à Jaquelina: ooooooooooohh Bruno, anda para casa se não vou-te às trombas.
Miúda que ia a passar: (frase censurada)
Velhota nº2: Vai lavar a boca, minha granda porca!!!!
---
Puto nº1: Ele quitou a arma toda, arranjou o suporte para o ombro, cerrou os canos, tudo.
Puto nº2: Espectacular.
Puto nº1: Pah.. dá mesmo para fazer tudo com aquilo
---
Sr. do café: Então a Jaquelina já foi para a China?
Eu: Para a índia, sim sim, já foi
Sr. ao balcão: ai, que a comida deles é tão má.
Eu: (ri-me)
Sr. ao balcão: e não se percebe nada...
Eu: pois, aí é que está o encanto
Sr. ao balcão: abriu agora ali um na Rua de São Bento, ao pé do Espanhol
Eu: Indiano???
Sr. ao balcão: não
Eu: Paquistanês?
Sr. ao balcão: não, não
Sr. do café: Nepalês?
Sr. do balcão: sim, é tudo o mesmo, não sabes o que comes de qualquer forma
Sr. do café: eu sei, sei sempre, a nossa comida é que é boa.
---
Rapariga que deve dinheiro à Jaquelina: ooooooooooohh Bruno, anda para casa se não vou-te às trombas.
Este é o último
Depois da Passos Manuel, viveu perto do Miradouro de Nossa Senhora do Monte, e mais tarde, numa travessa perto da Praça das Flores...
E mais, trabalhou com o Herberto.
Lindo!
E mais, trabalhou com o Herberto.
Lindo!
Andamos a brincar às coincidências
"Como Noémia também vivia num quarto alugado, resolveram, de forma muito prática e pouco comum naquele tempo, alugar uma casa e viver juntos. O'Neill ia agora, finalmente, ter a sua casa. Instalaram-se na Rua Passos Manuel, numa casinha pequena que pertencia ao tio de João Pulido Valente."
Passos Manuel = meu trabalho.
Passos Manuel = meu trabalho.
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coincidências,
Poesia
sábado, 17 de outubro de 2009
Gosto desta rua, sempre gostei.
"Em 1946 zanga-se [O'Neill] com o pai por um motivo fútil, indo viver para casa do tio António Vahia de Castro, na Avenida Visconde Valmor, em Lisboa."
O'Neill viveu na Visconde Valmor assim como eu actualmente vivo.
Novamente o Acaso.
O'Neill viveu na Visconde Valmor assim como eu actualmente vivo.
Novamente o Acaso.
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Visconde Valmor
Hoje em 1947
A 17 de Outubro de 1947, O'Neill e Cesariny (entre outros) fundaram o Grupo Surrealista de Lisboa (GSL), num café em Lisboa.
Dark days
A angústia provocada pelo impasse em que vivemos sem conseguir ver o caminho, faz com que a ambição esmoreça. A tal ponto que deixa ser uma questão somente de regá-la, sendo mesmo prioritário descobrir se a semente ainda lá está...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Da série: o que me disseste
"Se não regares a ambição ela também não cresce, é como as rosas só depende de nós traduzirmos a analogia da nossa vida e transferi-la metaforicamente para elas e para o seu ciclo de desabrochamento".
Hoje...
a Primavera vai chegar.
Adenda: Eu e a Maria vamos ver a Primavera chegar a custo 0, via radar.
Adenda 2: Este é o post 100.
Adenda: Eu e a Maria vamos ver a Primavera chegar a custo 0, via radar.
Adenda 2: Este é o post 100.
Encontros perfeitos Huletts II
"You may never know what results come from your action.
But if you do nothing there will be no result.
Always bear in mind that your own resolution to succeed is more important than any other one thing"
Vamos a isso?
But if you do nothing there will be no result.
Always bear in mind that your own resolution to succeed is more important than any other one thing"
Vamos a isso?
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Iniciação das jovens Macuas - Para a Violeta
Por falar em ser menina e necessariamente deixar de o ser, e porque me passou pelas mãos nos últimos dias um livro sobre a população Macua de Moçambique, aqui fica o ritual que eles utilizam para uma menina deixar de ser menina (implicando isso o que tiver que implicar).
"Acaba a apresentação pública, cada família reúne-se para participar numa refeição comunitária. (...) À noite, organizam-se as danças finais, que duram até às primeiras horas da madrugada do dia seguinte.
O grupo de instrutoras de iniciação cantam como despedida:
Namwali wego
Nsilo rhwali mutthu
Ari munenema ayepele
Nanano,
Ovolowa munloko n'atthu
Namwali,
Nsilo knwali mutthu,
Ri nluku.
Ou seja,
Tu, menina,
Ontem não eras pessoa,
Mas somente o pequeno animal de uma partiniente.
Agora,
Começaste a fazer parte do povo.
Menina,
Ontem não eras uma pessoa,
Eras uma pedra."
"Acaba a apresentação pública, cada família reúne-se para participar numa refeição comunitária. (...) À noite, organizam-se as danças finais, que duram até às primeiras horas da madrugada do dia seguinte.
O grupo de instrutoras de iniciação cantam como despedida:
Namwali wego
Nsilo rhwali mutthu
Ari munenema ayepele
Nanano,
Ovolowa munloko n'atthu
Namwali,
Nsilo knwali mutthu,
Ri nluku.
Ou seja,
Tu, menina,
Ontem não eras pessoa,
Mas somente o pequeno animal de uma partiniente.
Agora,
Começaste a fazer parte do povo.
Menina,
Ontem não eras uma pessoa,
Eras uma pedra."
Apaixonada pelo Xana
Sobre ele disseram: "Preso a Lisboa, atascado na rotina Chiadesca" (Biografia literária de Alexandre O'Neill).
Eu digo: "Preso a Lisboa, atascado na intensidade Chiadesca" (Violeta Úria, divagações para o ar).

Diz ele:
"Não tu és da cidade aventureira
da cidade onde o amor encontra as suas ruas
e o cemitério ardente
da sua morte
tu és da cidade onde vives por um fio
de puro acaso
onde morres ou vives não de asfixia
mas às mãos de uma aventura de um comércio puro
sem a moeda falsa do bem e do mal"
(Adeus Português, Alexandre O'Neill)
Eu digo: "Preso a Lisboa, atascado na intensidade Chiadesca" (Violeta Úria, divagações para o ar).

Diz ele:
"Não tu és da cidade aventureira
da cidade onde o amor encontra as suas ruas
e o cemitério ardente
da sua morte
tu és da cidade onde vives por um fio
de puro acaso
onde morres ou vives não de asfixia
mas às mãos de uma aventura de um comércio puro
sem a moeda falsa do bem e do mal"
(Adeus Português, Alexandre O'Neill)
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009
360 graus
E de repente a rotina espacial precedente volta-se a instalar e o prematuramente distante torna-se novamente familiar.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
"Be careful... this one is a little fast" LK
Respect is earned through dedication
Work in progress never stops.
(No Apologies, SOIA)
Work in progress never stops.
(No Apologies, SOIA)
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Diferença de existências
"Naquele lugar, a guerra tinha morto a estrada. Pelos caminhos só as hienas se arrastavam, focinhando entre cinzas e poeiras. A paissagem se mestiçara de tristezas nunca vistas, em cores que se pegavam à boca. Eram cores sujas que tinham perdido toda a leveza, esquecidas da ousadia de levantar asas pelo azul.
Aqui o céu se tornára impossível. E os viventes se acostumaram ao chão, em resignada aprendizagem da morte."
Mia Couto, Terra Sonâmbula.
"Como temos sorte de ter nascido onde nascemos, somos uns privilegiados", digo isto contantemente, e excertos como estes confirmam-o.
Ontem escrevi esta passagem no meu notebook. Hoje vi o Mia Couto.
O Acaso.
Aqui o céu se tornára impossível. E os viventes se acostumaram ao chão, em resignada aprendizagem da morte."
Mia Couto, Terra Sonâmbula.
"Como temos sorte de ter nascido onde nascemos, somos uns privilegiados", digo isto contantemente, e excertos como estes confirmam-o.
Ontem escrevi esta passagem no meu notebook. Hoje vi o Mia Couto.
O Acaso.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Hoje
Hoje fiquei a saber que vou ser "tia" pela segunda vez.
Hoje pude constactar que o meu instinto maternal continua incubado.
Hoje voltei a me questionar no porquê de me enganar constantemente com a minha idade, ou seja, pensar sempre que sou um ano mais nova (a última vez foi na semana passada).
Hoje continuo a ver-me e até sentir-me como uma "menina", uma menina das que a Violeta tanto fala
Será tudo isto sinónimo ou sintoma de algo?
Hoje pude constactar que o meu instinto maternal continua incubado.
Hoje voltei a me questionar no porquê de me enganar constantemente com a minha idade, ou seja, pensar sempre que sou um ano mais nova (a última vez foi na semana passada).
Hoje continuo a ver-me e até sentir-me como uma "menina", uma menina das que a Violeta tanto fala
Será tudo isto sinónimo ou sintoma de algo?
Hoje acordei menos coxa...
Eu tenho Anibalfobia , horror a quem só me explora
Faço uma festa no dia em que tu te fores embora
Estou farto de tanta mentira , tu a mim não me enganarás
Vai dá-las à maioria que te meteu onde estás
Aníbal não gosto de ti.
Miséria no Cavaquistão!
(Pé de Cabra, Aníbal)
http://www.myspace.com/pedecabrarock
Faço uma festa no dia em que tu te fores embora
Estou farto de tanta mentira , tu a mim não me enganarás
Vai dá-las à maioria que te meteu onde estás
Aníbal não gosto de ti.
Miséria no Cavaquistão!
(Pé de Cabra, Aníbal)
http://www.myspace.com/pedecabrarock
domingo, 4 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Poodlezinho...
A little poodle among bigger poodles!
Vais ser perfeita... lalalalala lala.
Stunningly shining: viva o poodlezinho...
(actualizado)
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Coisa nenhuma...
"Cada dia que passa é mais um dia difícil,
numa batalha - pela dignidade.
Necessidade de nos mantermos de pé.
A frontalidade exige-se mas as lutas tornam-se dolorosas.
Quando sofremos golpes, respondemos, contra-atacamos!
Porque respiramos e desejamos viver um pouco melhor.
As nossas vidas são jogadas!
Esperamos, sem qualquer reacção - Condenados!
As coisas acontecem, desejamos melhores dias."
numa batalha - pela dignidade.
Necessidade de nos mantermos de pé.
A frontalidade exige-se mas as lutas tornam-se dolorosas.
Quando sofremos golpes, respondemos, contra-atacamos!
Porque respiramos e desejamos viver um pouco melhor.
As nossas vidas são jogadas!
Esperamos, sem qualquer reacção - Condenados!
As coisas acontecem, desejamos melhores dias."
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
"sabes que vais ter de responder ao que te disse"
Sou menina pequenina, sou sorrisos e fantasia.
"Sou menina complexada, sou medo e complicada.
Sou menina desgovernada, sou espontaneidade e magoada.
Sou menina de rua, sou desvarios e loucura.
Sou menina problemática, sou ansiedade e filmática."
Pelos vistos também sou anti-democrática.
Mas hoje sou um bocadinho menos.
"Sou menina complexada, sou medo e complicada.
Sou menina desgovernada, sou espontaneidade e magoada.
Sou menina de rua, sou desvarios e loucura.
Sou menina problemática, sou ansiedade e filmática."
Pelos vistos também sou anti-democrática.
Mas hoje sou um bocadinho menos.
Este é para a Maria...
"Hoje que o tempo é outro e a terra é a mesma ainda,
com luzes que devassam a noite, o seu segredo,
e gritos que acesos trespassam o vento, dizei-nos,
de onde somos, que raça habita em nós ainda?"
Paulo Teixeira, "Conhecimento do Apocalipse", & etc., 1988
(via A Trama)
com luzes que devassam a noite, o seu segredo,
e gritos que acesos trespassam o vento, dizei-nos,
de onde somos, que raça habita em nós ainda?"
Paulo Teixeira, "Conhecimento do Apocalipse", & etc., 1988
(via A Trama)
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
Algures onde a poesia não é para todos, mas que ela há, há.
Aqui estou eu escrevendo, escrevendo.
Está um silencio ensurdecedor. A musica acompanha-me, ajuda à concentração: "why dont you came and stay with me..".
Está uma noite de Verão bem ao sabor de férias.
Os mosquitos vagueiam aqui e acolá e alguns demasiado perto. O meu spray anti não tem nenhuma das substancias que deveria ter o que certamente não é inteligente da minha parte.
A internet, só ao fim de alguns refreshs se digna a funcionar, tem sido uma luta constante, mas lá consegui ver que o socrates ganhou. Será isso bom? Mau? não sei, a descrença que ultimamente me tem acompanhado, desta vez na política, continua. Hoje pela primeira vez na minha vida eleitoral não votei, mas por incrível que pareça e contrariando-me a mim própria acho que já considerei mais gravoso a abstenção.
Bom, tenho que continuar a escrever, mas não aqui.
Está um silencio ensurdecedor. A musica acompanha-me, ajuda à concentração: "why dont you came and stay with me..".
Está uma noite de Verão bem ao sabor de férias.
Os mosquitos vagueiam aqui e acolá e alguns demasiado perto. O meu spray anti não tem nenhuma das substancias que deveria ter o que certamente não é inteligente da minha parte.
A internet, só ao fim de alguns refreshs se digna a funcionar, tem sido uma luta constante, mas lá consegui ver que o socrates ganhou. Será isso bom? Mau? não sei, a descrença que ultimamente me tem acompanhado, desta vez na política, continua. Hoje pela primeira vez na minha vida eleitoral não votei, mas por incrível que pareça e contrariando-me a mim própria acho que já considerei mais gravoso a abstenção.
Bom, tenho que continuar a escrever, mas não aqui.
Justiça popular
Há dias, ao anoitecer. Ilha de Moçambique.
A dado momento o barulho da multidão distante.
O barulho aproxima-se.
O que será?
Campanha política?
Não.
Revolta e justiça popular: Homem de 40 anos viola criança de 8.
Até que ponto a justiça popular transpõe a barreira do moralmente aceitável ao éticamente e legalmente incorrecto?
A dado momento o barulho da multidão distante.
O barulho aproxima-se.
O que será?
Campanha política?
Não.
Revolta e justiça popular: Homem de 40 anos viola criança de 8.
Até que ponto a justiça popular transpõe a barreira do moralmente aceitável ao éticamente e legalmente incorrecto?
The Meaning of Meaning
"Two experts, to explicate Meaning,
Penned a text called 'The Meaning of Meaning',
But the world was perplexed
So three experts penned next
'The Meaning of Meaning of Meaning'"
Douglas Hofstadter
Penned a text called 'The Meaning of Meaning',
But the world was perplexed
So three experts penned next
'The Meaning of Meaning of Meaning'"
Douglas Hofstadter
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Centro de incubação e de condicionamento
- Ele diminui o número de voltas por minuto -explicou o Sr. Foster.- O pseudo-sangue circula mais lentamente, e por consequência, passa para os pulmões com intervalos mais demorados; dá, assim, menos oxigénio ao embrião. Nada melhor que a falta de oxigénio para manter um embrião abaixo do normal.-De novo esfregou as mãos.
- Mas para que é preciso manter o embrião abaixo do normal? -perguntou um estudante ingénuo.
- Que burro! -disse o director, quebrando um longo silêncio.- Nunca lhe veio à ideia que é necessário ao embrião de Epsilão um ambiente de Epsilão, assim como uma hereditariedade de Epsilão?
(Aldous Huxley, Brave New World)
- Mas para que é preciso manter o embrião abaixo do normal? -perguntou um estudante ingénuo.
- Que burro! -disse o director, quebrando um longo silêncio.- Nunca lhe veio à ideia que é necessário ao embrião de Epsilão um ambiente de Epsilão, assim como uma hereditariedade de Epsilão?
(Aldous Huxley, Brave New World)
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Não estava a contar com isto...
A fazer horas para adormecer na bela da Coreia, onde até ver não se faz nada à noite.. andei às voltas no blog do Sami.
Um link puxa outro, fui dar a outro blog: Voz no deserto (Tiago de Oliveira Cavaco).
E de repente: Sick of it all, Biohazard, D.R.I., Suicidal, Ratos de Porão.
Fiquei logo à nora. mein gott!!!!
Daí para o myspace e de repente vem: Sem Rodrigo não havia Guillul!!!
Caiu-me tudo. Com a confirmação via a "mais famosa" foto do Rodrigo!
Confesso que sempre preferi o Dentes ao Rodrigo, tinha outra atitude, mas... wow!!!
Finalmente percebi a ligação ao panque-roque!!!
Um link puxa outro, fui dar a outro blog: Voz no deserto (Tiago de Oliveira Cavaco).
E de repente: Sick of it all, Biohazard, D.R.I., Suicidal, Ratos de Porão.
Fiquei logo à nora. mein gott!!!!
Daí para o myspace e de repente vem: Sem Rodrigo não havia Guillul!!!
Caiu-me tudo. Com a confirmação via a "mais famosa" foto do Rodrigo!
Confesso que sempre preferi o Dentes ao Rodrigo, tinha outra atitude, mas... wow!!!
Finalmente percebi a ligação ao panque-roque!!!
Encontros perfeitos Nicola from Huletts in Mozambique
"Treat people as if they were what they ought to be and you will help them become what they are capable of becoming"
"Everything´s a circle. We´re each responsible for our own actions. It will come back."
"Everything´s a circle. We´re each responsible for our own actions. It will come back."
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Altruístas
Na primeira noite, eles aproximam-se
e colhem uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra
sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.
Maiakovski (1893-1930)
e colhem uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra
sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.
Maiakovski (1893-1930)
Parar para ver
Hoje acordei antes do despertador,
nervosa, preocupada, ansiosa.
Resolvi fazer algo que há muito deveria ter feito. Procurar algo genuino.
Ouvi coisas como:
"sabe menina eu vivo num anexo ali ao pé do hospital do rego, num r/c em que o dono me deixa ficar lá"
"O meu filho paga 20€ de renda, e este mes não pagou, mas o meu senhorio disse que não fazia mal."
"A menina tem que ir à minha casa, não quer ir lá ver onde eu vivo?"
"Eles ali da associação dão me comida, arroz, massa, e veja lá que as vezes o meu filho até me leva essa comida"
"O meu filho está só há espera que eu morra menina, não se importa comigo"
"Está a ver este olho menina? É cego, foi o meu marido que me bateu porque eu comprei 3 escudos de cale para pintar a cozinha"
"Sabe menina, eu trabalhei muito no campo, havia alturas em que só comiamos batata"
"Venho para aqui para arranjar mais um dinheirinho para os medicamentos e outras cosinhas"
"É uma vida muito triste esta, menina"
"Olhe desejo-lhe tudo de bom menina, hoje vou rezar por si, que tenha tudo de bom, menina, sim?"
E assim, ao fim de 30 minutos de conversa nos despedimos.
Eu achando que já poderia ter feito isto há 4 anos atrás e feito alguém um pouco mais feliz mais cedo. Ela um pouco mais feliz pois alguém a ouvi e se preocupou com ela. Feliz também porque irá poder comprar os medicamentos para a tensão, bem como investir no seu negócio de rua que a permite ir sobrevivendo um pouco com mais dignidade.
Tão pouco pode afinal ser tanto.
Andamos a maior parte do tempo alienados.
Precisamos parar para pensar e dar, para ver, não somente olhar.
Precisamos fazer a nossa e a poesia dos outros.
Estou numa fase descrente, mas ver a poesia nos outros, nem que seja por meros instantes, faz-me por momentos ter um bocadinho mais de fé.
nervosa, preocupada, ansiosa.
Resolvi fazer algo que há muito deveria ter feito. Procurar algo genuino.
Ouvi coisas como:
"sabe menina eu vivo num anexo ali ao pé do hospital do rego, num r/c em que o dono me deixa ficar lá"
"O meu filho paga 20€ de renda, e este mes não pagou, mas o meu senhorio disse que não fazia mal."
"A menina tem que ir à minha casa, não quer ir lá ver onde eu vivo?"
"Eles ali da associação dão me comida, arroz, massa, e veja lá que as vezes o meu filho até me leva essa comida"
"O meu filho está só há espera que eu morra menina, não se importa comigo"
"Está a ver este olho menina? É cego, foi o meu marido que me bateu porque eu comprei 3 escudos de cale para pintar a cozinha"
"Sabe menina, eu trabalhei muito no campo, havia alturas em que só comiamos batata"
"Venho para aqui para arranjar mais um dinheirinho para os medicamentos e outras cosinhas"
"É uma vida muito triste esta, menina"
"Olhe desejo-lhe tudo de bom menina, hoje vou rezar por si, que tenha tudo de bom, menina, sim?"
E assim, ao fim de 30 minutos de conversa nos despedimos.
Eu achando que já poderia ter feito isto há 4 anos atrás e feito alguém um pouco mais feliz mais cedo. Ela um pouco mais feliz pois alguém a ouvi e se preocupou com ela. Feliz também porque irá poder comprar os medicamentos para a tensão, bem como investir no seu negócio de rua que a permite ir sobrevivendo um pouco com mais dignidade.
Tão pouco pode afinal ser tanto.
Andamos a maior parte do tempo alienados.
Precisamos parar para pensar e dar, para ver, não somente olhar.
Precisamos fazer a nossa e a poesia dos outros.
Estou numa fase descrente, mas ver a poesia nos outros, nem que seja por meros instantes, faz-me por momentos ter um bocadinho mais de fé.
Acabar para recomeçar
Hoje acabei algo.
Sinto-me aliviada, mas ao mesmo tempo seria hipocrita dizer que não penso por vezes se realmente foi a atitude mais sensata.
Acabei, mas aqui estou eu ainda a terminar algo para algo que já deveria ter acabado.
Porque é que temos consideração por quem nunca a teve por nós? Para dormirmos melhor? Porque a memória é curta? Ou porque não somos todos iguais?
Hoje alguém me disse para eu não lutar por algo, seguir o caminho mais fácil. Um dos alguéns que nunca teve "a consideração". Não consigo perceber o que move certas pessoas.
Estou cansada de pessoas não genuinas.
Cansada.
Sinto-me aliviada, mas ao mesmo tempo seria hipocrita dizer que não penso por vezes se realmente foi a atitude mais sensata.
Acabei, mas aqui estou eu ainda a terminar algo para algo que já deveria ter acabado.
Porque é que temos consideração por quem nunca a teve por nós? Para dormirmos melhor? Porque a memória é curta? Ou porque não somos todos iguais?
Hoje alguém me disse para eu não lutar por algo, seguir o caminho mais fácil. Um dos alguéns que nunca teve "a consideração". Não consigo perceber o que move certas pessoas.
Estou cansada de pessoas não genuinas.
Cansada.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
21.30
Reparei nas horas, pensei que a hora já tinha passado. Fez-se luz, mas não era nada.
A re-conclusão de ontem aplica-se a hoje, tudo reside nas expectativas.
Quem controla as expectativas, controla o mundo.
Há o histerismo dos outros e o meu. Convivo melhor com o meu.
Frenética num jogo entre o barulho que sinto e o que me deixam sentir.
Demasiadas vezes regulado pelas expectativas e pelo histerismo.
A re-conclusão de ontem aplica-se a hoje, tudo reside nas expectativas.
Quem controla as expectativas, controla o mundo.
Há o histerismo dos outros e o meu. Convivo melhor com o meu.
Frenética num jogo entre o barulho que sinto e o que me deixam sentir.
Demasiadas vezes regulado pelas expectativas e pelo histerismo.
2h44m no Alfa...
2h44m no Alfa...
Acabei a apresentação, preparei o envio de todos os emails que estavam por responder.
Cheirou-me a banana, deu-me a fome, controlei-me; reli os posts dos Úrias, ri-me sozinha, dei cotoveladas à minha vizinha desconhecida, que tirou o braço. Continuou a cheirar a comida, continuei com forme, amaldiçoei não ter chegado mais cedo para ir ao Pingo Doce, pensei no que seria o jantar. A vizinha tentou ler o meu post (to be), cheguei o computador para a frente. Recebi uma mensagem, não percebi do que é que a Jaquelina estava a falar, mas quem são eles? Lá chegou a inteligência. Respondi à mensagem, não recebi resposta. Pensei se ia receber mais mensagens, controlei-me para não ficar a olhar para o telenóvel. Relembrei-me que já náo tenho idade para isso, lembrei-me do "cada momento vale o que vale", percebi que estava a misturar tudo.
Decidi fazer a lista de coisas a levar na viagem; Decidi que não me apetecia, decidi que fazia isso amanhã quando voltasse para Lisboa. Lembrei-me da música dos outros, "loucos... certos... modernos... ", lamentei ter-me esquecido do cd, resolvi mudar o som do mp3. E mudei. 2,5 € por uma sandes de merda? no way, mein gott. Continuo com fome. Aumentei o som do mp3, "your freedom comes naturally...", lembrei-me dos balões vermelhos, lembrei-me que tenho de responder aos balões vermelhos. Decidi fazer a lista de coisas que tenho de fazer antes da viagem, e repetiu-se o mesmo. Lembrei-me que ainda me doía a garganta, pensei quando é que teria apanhado frio. Já só faltam 30 minutos. Aveiro. Resolvi ver um filme. Não tenho nada novo, resolvi continuar a história do perfil. Espinho. Fiz o 21.30. Já são 21.43. Supostamente chego n1 minuto, mas ainda nem estamos em Gaia. Continuo com a minha teoria: os gajos da CP andam a enganar-nos, para cima isto nunca chega a horas. Para baixo, há duas semanas chegou com 30' de atraso, atrasei o jantar, quase que perdi o debate; a semana passada, perdi o Alfa; Esta semana vou directa a Lisboa. O que não deixa de ser irónico? há aqui sempre uma constante, e não tem a ver com os atrasos. GAIA? GAIIIIIIIIIIIIIIIIIIAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!! Preciso de 1 cigarro, ou quero 1 cigarro só e não preciso. Saturada, frustrada e cheia de fome. Hoje não há casais de namorados. E finalmente! São 21.50 - chega com 10 de atraso não é grave.
Acabei a apresentação, preparei o envio de todos os emails que estavam por responder.
Cheirou-me a banana, deu-me a fome, controlei-me; reli os posts dos Úrias, ri-me sozinha, dei cotoveladas à minha vizinha desconhecida, que tirou o braço. Continuou a cheirar a comida, continuei com forme, amaldiçoei não ter chegado mais cedo para ir ao Pingo Doce, pensei no que seria o jantar. A vizinha tentou ler o meu post (to be), cheguei o computador para a frente. Recebi uma mensagem, não percebi do que é que a Jaquelina estava a falar, mas quem são eles? Lá chegou a inteligência. Respondi à mensagem, não recebi resposta. Pensei se ia receber mais mensagens, controlei-me para não ficar a olhar para o telenóvel. Relembrei-me que já náo tenho idade para isso, lembrei-me do "cada momento vale o que vale", percebi que estava a misturar tudo.
Decidi fazer a lista de coisas a levar na viagem; Decidi que não me apetecia, decidi que fazia isso amanhã quando voltasse para Lisboa. Lembrei-me da música dos outros, "loucos... certos... modernos... ", lamentei ter-me esquecido do cd, resolvi mudar o som do mp3. E mudei. 2,5 € por uma sandes de merda? no way, mein gott. Continuo com fome. Aumentei o som do mp3, "your freedom comes naturally...", lembrei-me dos balões vermelhos, lembrei-me que tenho de responder aos balões vermelhos. Decidi fazer a lista de coisas que tenho de fazer antes da viagem, e repetiu-se o mesmo. Lembrei-me que ainda me doía a garganta, pensei quando é que teria apanhado frio. Já só faltam 30 minutos. Aveiro. Resolvi ver um filme. Não tenho nada novo, resolvi continuar a história do perfil. Espinho. Fiz o 21.30. Já são 21.43. Supostamente chego n1 minuto, mas ainda nem estamos em Gaia. Continuo com a minha teoria: os gajos da CP andam a enganar-nos, para cima isto nunca chega a horas. Para baixo, há duas semanas chegou com 30' de atraso, atrasei o jantar, quase que perdi o debate; a semana passada, perdi o Alfa; Esta semana vou directa a Lisboa. O que não deixa de ser irónico? há aqui sempre uma constante, e não tem a ver com os atrasos. GAIA? GAIIIIIIIIIIIIIIIIIIAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!! Preciso de 1 cigarro, ou quero 1 cigarro só e não preciso. Saturada, frustrada e cheia de fome. Hoje não há casais de namorados. E finalmente! São 21.50 - chega com 10 de atraso não é grave.
Loucos...
Diabo na Cruz - Loucos from Tiago Pereira on Vimeo.
Muito bom... mesmo!
"Os padres comem putos,
os putos comem ratos,
na igreja de São Torpes hoje há bacanal"
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Mais um momento publicitário...
"Eu sou o público,
do café,
das ruas,
da Baixa e dos miradouros.
Sou o público de muitos sítios,
sou o público dos Úrias"
O Público sou eu.
do café,
das ruas,
da Baixa e dos miradouros.
Sou o público de muitos sítios,
sou o público dos Úrias"
O Público sou eu.
domingo, 13 de setembro de 2009
Neura II
Bem... um dia todo em casa a trabalhar e fiquei outra vez em modo "dói-me os olhos e a casa".
Já dizia o outro: "o trabalho é a praga da classe bebedoura".
Se bem que nada bate o "manifesto" do Vaneigem:
«O trabalho foi aquilo que o homem achou de melhor para nada fazer da sua vida. (...) O estado planetário de ruína, isto a que conduziu a transformação da natureza numa matéria morta, mereceria ilustrar, nos futuros museus da barbárie arcaica, a salutar advertência: "Aprendam a criar, nunca trabalhem"»
Pronto... já estou um bocadinho mais bem disposta.
Já dizia o outro: "o trabalho é a praga da classe bebedoura".
Se bem que nada bate o "manifesto" do Vaneigem:
«O trabalho foi aquilo que o homem achou de melhor para nada fazer da sua vida. (...) O estado planetário de ruína, isto a que conduziu a transformação da natureza numa matéria morta, mereceria ilustrar, nos futuros museus da barbárie arcaica, a salutar advertência: "Aprendam a criar, nunca trabalhem"»
Pronto... já estou um bocadinho mais bem disposta.
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sábado, 12 de setembro de 2009
Hoje já pode ser...
O que há em mim
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...
"O que há, Alvaro de Campos"
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...
"O que há, Alvaro de Campos"
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
O sagrado profano - "Israel" e Palestina
Até quando e até onde o sagrado justificará, quando:
- A ocupação se mantém;
- Os colonatos israelitas não param de crescer (mesmo quando publicamente é assumido que isso não acontecerá);
- A guerra é feita de forma desigual e sem respeitar convenções e moralidade;
- A desigualdade de direitos e a discriminação se verifica todos os dias;
- A pobreza do povo palestiniano e o fosso entre estes e os judeus aumenta de dia para dia;
- Um Muro se impõe, com 74 postos de controlo, sendo a média de passagem para um palestiniano de 4horas;
- O apoio dos EUA se mantém e legitima tudo;
- Os acordos de paz nunca perduram;
- O desespero leva à violência dos que perderam tudo inclusive a dignidade,
- E a poesia é algo distante.
- A ocupação se mantém;
- Os colonatos israelitas não param de crescer (mesmo quando publicamente é assumido que isso não acontecerá);
- A guerra é feita de forma desigual e sem respeitar convenções e moralidade;
- A desigualdade de direitos e a discriminação se verifica todos os dias;
- A pobreza do povo palestiniano e o fosso entre estes e os judeus aumenta de dia para dia;
- Um Muro se impõe, com 74 postos de controlo, sendo a média de passagem para um palestiniano de 4horas;
- O apoio dos EUA se mantém e legitima tudo;
- Os acordos de paz nunca perduram;
- O desespero leva à violência dos que perderam tudo inclusive a dignidade,
- E a poesia é algo distante.
"growing up, not growing old"
E para celebrar: duas adaptações...
«E então chegámos aos "24", e os "25" ainda estão para vir,
o tempo passa, a "poesia" aumenta,
a Babilónia vai cair.
"Não" está escuro, mas o sol ainda não se pôs,
"e nós" não vamos descansar, enquanto o Sol não brilhar.
Chegámos à Nova Ordem Mundial, do "movimento" e do "barulho" camuflado,
em que os fins justificam os meios, e no final tudo é revelado.
Quando vejo alguém começar a "sentir", quando vejo alguém começar a "poetizar",
só posso sorrir, não posso evitar.
Para ver o sol brilhar... Sol brilhar...»
(x-acto: Sol Brilhar)
«"24" anos passaram, as "ruas" desconfiadas, a "rotina" à espera de morrer,
nos campos da "poesia", "10" anos passaram,
vejam o que todos procuram esquecer.
Eu não vou esquecer, eu não vou esquecer,
a "ingenuidade" não vai morrer,
"Lembrar, lembrar", tempo de mudar,
Mudar o estado de empatia em que vivem "os outros".»
(x-acto: 50 anos)
«E então chegámos aos "24", e os "25" ainda estão para vir,
o tempo passa, a "poesia" aumenta,
a Babilónia vai cair.
"Não" está escuro, mas o sol ainda não se pôs,
"e nós" não vamos descansar, enquanto o Sol não brilhar.
Chegámos à Nova Ordem Mundial, do "movimento" e do "barulho" camuflado,
em que os fins justificam os meios, e no final tudo é revelado.
Quando vejo alguém começar a "sentir", quando vejo alguém começar a "poetizar",
só posso sorrir, não posso evitar.
Para ver o sol brilhar... Sol brilhar...»
(x-acto: Sol Brilhar)
«"24" anos passaram, as "ruas" desconfiadas, a "rotina" à espera de morrer,
nos campos da "poesia", "10" anos passaram,
vejam o que todos procuram esquecer.
Eu não vou esquecer, eu não vou esquecer,
a "ingenuidade" não vai morrer,
"Lembrar, lembrar", tempo de mudar,
Mudar o estado de empatia em que vivem "os outros".»
(x-acto: 50 anos)
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
A minha rotina e anti-rotina contada pelos Outros

Sozinha na Praça das Flores acho inacreditável como as conversas dos outros se misturam na minha vida. Neste dia, tudo foi uma grande coincidência.
O rapaz na mesa à frente diz que encontrou uns poemas de Pessoa. Mais à frente, dois falam do Tejo Bar, do dono que é artista e da altura em que ainda não iam para Alfama.
À minha esquerda, um engate corre mal. Ele hoje não quer nada, diz para ela ir dormir e descansar.
O gajo que estava a ouvir música vai-se embora, e o "Outro" contínua a ler o Público. O "Pessoa" espera alguém que ainda não saiu do trabalho. Os dois músicos ficam à conversa já fora da esplanada.
A palavra revanchista aparece pela segunda vez na minha vida esta semana, mas agora no Público.
O engate falhado é substituído por um grupo; 1 deles vai a Berlim, mas a Ilha dos Museus continua em obras. Diz que está sempre em obras, e eu concordo.
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
1852
"Um romance trágico contado em três actos que narra a história de Violeta, cobiçada cortesã Parisiense, e do seu amor impossível pelo jovem Alfredo Germont. A intensidade da narrativa e a sua densidade sentimental constituem um marco, sendo esta a grande ópera de Verdi."
La Traviata (...A Dama das Camélias de Alexandre Dumas - filho)
La Traviata (...A Dama das Camélias de Alexandre Dumas - filho)
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domingo, 6 de setembro de 2009
sábado, 5 de setembro de 2009
Primeiro seguidor
Temos o Sami como seguidor,
Seja ele lá quem for.
Faça forwards como quiser,
Ficamos à espera do que tem para dizer.
Seja ele lá quem for.
Faça forwards como quiser,
Ficamos à espera do que tem para dizer.
Essencia sofrêga
Ela assumiu que andava irritável nos últimos tempos, o tango animava-a mas não mexia o suficiente com ela. Precisava de alguma coisa que a atiçasse, que mexesse com o mais íntimo que nela existe-se.
De noite algo mudava, de dia algo a fazia acordar, mas ao fim de cada dia algo permanecia vazio.
O encontro entre ela e a felicidade era como um jogo de toca e foge, em que só por breves instantes ela conseguiu sentir o seu real prazer.
Algo tinha que mudar e tinha que começar nela, acordou e arrependeu-se, mas finalmente resolveu viver.
E foi ai que aconteceu. Vislumbrou um movimento solto, real e verdadeiro. Queria sentir o mesmo.
Na leveza do sentimento, na não procura do acontecimento, no estar estonteante, o som ressoou. E ela despertou.
Mas o seu despertar era sempre violento, mais do que aquilo que ela conseguia suportar, na verdade o mais difícil era ter a consciência que não ia sonhar mais até ao fim do dia.
Saiu à rua numa atitude sôfrega de absorver tudo o que via, cheirava, tocava e sentia.
E no enlevo da consciência, ela sabia que não podia, mas no seu subconsciente a fera já tinha despertado. No inicio ainda tentou controlar o seu instinto, desistiu, era mais forte que ela (e devo dizer que quem ficou a ganhar foi ela própria ao encontrar as mais diversas fontes de prazer até que numa delas apareceu a felicidade).
Irmãos Úria
De noite algo mudava, de dia algo a fazia acordar, mas ao fim de cada dia algo permanecia vazio.
O encontro entre ela e a felicidade era como um jogo de toca e foge, em que só por breves instantes ela conseguiu sentir o seu real prazer.
Algo tinha que mudar e tinha que começar nela, acordou e arrependeu-se, mas finalmente resolveu viver.
E foi ai que aconteceu. Vislumbrou um movimento solto, real e verdadeiro. Queria sentir o mesmo.
Na leveza do sentimento, na não procura do acontecimento, no estar estonteante, o som ressoou. E ela despertou.
Mas o seu despertar era sempre violento, mais do que aquilo que ela conseguia suportar, na verdade o mais difícil era ter a consciência que não ia sonhar mais até ao fim do dia.
Saiu à rua numa atitude sôfrega de absorver tudo o que via, cheirava, tocava e sentia.
E no enlevo da consciência, ela sabia que não podia, mas no seu subconsciente a fera já tinha despertado. No inicio ainda tentou controlar o seu instinto, desistiu, era mais forte que ela (e devo dizer que quem ficou a ganhar foi ela própria ao encontrar as mais diversas fontes de prazer até que numa delas apareceu a felicidade).
Irmãos Úria
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Dizem que sim
"Não só quem nos odeia ou nos inveja
nos limita e oprime; quem nos ama
não menos nos limita.
Que os deuses me concedam que, despido
de afectos, tenha a fria liberdade
dos píncaros sem nada.
Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada
é livre; quem não tem, e não deseja,
Homem, é igual aos deuses."
Fernando Pessoa
nos limita e oprime; quem nos ama
não menos nos limita.
Que os deuses me concedam que, despido
de afectos, tenha a fria liberdade
dos píncaros sem nada.
Quem quer pouco, tem tudo; quem quer nada
é livre; quem não tem, e não deseja,
Homem, é igual aos deuses."
Fernando Pessoa
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
SItuacionistas
Após a leitura de um texto situacionista...
A questão que se coloca é se temos de subverter a vida para conseguir viver "subversivamente".
Ou seja, se o caos precede a vida ou a vida o caos:
Assumindo que para subverter a vida temos de gerar a desordem e a revolução, e se esta revolta for essencialmente como uma destruição mental de convenções; entende-se que o precedente está na vida subvertida.
Mas.. se simultâneamente o viver "subversivamente" se baseia na subversão da rotina e das suas condições primárias de limitação da própria vida, voltamos ao início que também pode ser o fim.
O importante é assim definir se às palavras deve ser dado o mundo, ou se o mundo deve ser dado às palavras.
" A revolução pela arte ou a arte pela revolução?"
(digam o que quiserem mas eles cuspiam as palavras como poucos conseguem)
A questão que se coloca é se temos de subverter a vida para conseguir viver "subversivamente".
Ou seja, se o caos precede a vida ou a vida o caos:
Assumindo que para subverter a vida temos de gerar a desordem e a revolução, e se esta revolta for essencialmente como uma destruição mental de convenções; entende-se que o precedente está na vida subvertida.
Mas.. se simultâneamente o viver "subversivamente" se baseia na subversão da rotina e das suas condições primárias de limitação da própria vida, voltamos ao início que também pode ser o fim.
O importante é assim definir se às palavras deve ser dado o mundo, ou se o mundo deve ser dado às palavras.
" A revolução pela arte ou a arte pela revolução?"
(digam o que quiserem mas eles cuspiam as palavras como poucos conseguem)
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Outra cidade, outra poesia
Ficar encantada com o mar, à luz maravilhosa de Setembro e o calor de um dia de Agosto.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Poesia perfeitamente inacabada
"A poesia também pode ser isso:
a dor com que não durmo lavrado completamente "
Em http://atrama.blogspot.com/
Por ocasião da chegada do livro "Ou o poema continuo" de Herberto Helder
Brevemente, mais citações.
a dor com que não durmo lavrado completamente "
Em http://atrama.blogspot.com/
Por ocasião da chegada do livro "Ou o poema continuo" de Herberto Helder
Brevemente, mais citações.
Teimosia, quase arrogância
Eu não sou igual a ti, tu não és igual a mim, Eu não sou igual a ti, tu não és igual a mim.
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