Parafraseando muita coisa:
Criar os sinais certos é uma forma de induzir comportamentos, constituindo uma componente crucial das políticas públicas.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Quote of the day
A vencedora foi: Ele cresce.
Selecionada de entre:
- é para experimentar, é para experimentar;
- podia ser pior;
- não estou a gostar, não estou a gostar, não estou a gostar;
- Afinal secalhar até consigo gostar, vá (ou não);
- Tenho que gostar, que remédio;
- E ainda falta a promessa, essa tem que ser comprida.
Selecionada de entre:
- é para experimentar, é para experimentar;
- podia ser pior;
- não estou a gostar, não estou a gostar, não estou a gostar;
- Afinal secalhar até consigo gostar, vá (ou não);
- Tenho que gostar, que remédio;
- E ainda falta a promessa, essa tem que ser comprida.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Afinal, a inconstante sou eu
Domingo encontrei um daqueles conhecidos que não via há muito tempo. Tinha a farda do IKEA. Está lá a trabalhar, a formação dele é em qualquer outra coisa que não me lembro, mas foi o trabalho que arranjou.
Hoje encontrei o Carlos do café. Andou comigo na escola, acho que só acabou o 9º ano. Trabalha 12 horas por dia, 8 no café + 4 numa empresa de limpezas. Precisa do dinheiro para "sustentar a família" (casou-se e tem, pelo menos, um filho).
Há um mês encontrei um ex-colega de trabalho. Está a trabalhar numa daquelas grandes empresas. Recebe 360 euros por mês, com um contrato qualquer a 9 meses.
Comecei hoje uma coisa nova. Tenho sorte, sempre tive. E repito-o muitas vezes. Muitas coisas simplesmente acontecem-me.
Mas hoje com o húmor mais puff que woo-hoo, não estou a conseguir pôr as coisas em perspectiva. Há dias assim.
Hoje encontrei o Carlos do café. Andou comigo na escola, acho que só acabou o 9º ano. Trabalha 12 horas por dia, 8 no café + 4 numa empresa de limpezas. Precisa do dinheiro para "sustentar a família" (casou-se e tem, pelo menos, um filho).
Há um mês encontrei um ex-colega de trabalho. Está a trabalhar numa daquelas grandes empresas. Recebe 360 euros por mês, com um contrato qualquer a 9 meses.
Comecei hoje uma coisa nova. Tenho sorte, sempre tive. E repito-o muitas vezes. Muitas coisas simplesmente acontecem-me.
Mas hoje com o húmor mais puff que woo-hoo, não estou a conseguir pôr as coisas em perspectiva. Há dias assim.
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Amigos,
circunstância,
Desigualdade,
diferença
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
Algures por Lisboa
Aqui e além em Lisboa
- quando vamos com pressa
ou distraídos pelas ruas
Ao virar da esquina
de súbito avistamos
Irizados o Tejo
Então se tornam
Leve o nosso corpo
e a alma alada
Sophia
- quando vamos com pressa
ou distraídos pelas ruas
Ao virar da esquina
de súbito avistamos
Irizados o Tejo
Então se tornam
Leve o nosso corpo
e a alma alada
Sophia
É a vez do Al Berto
"- somos um imenso e visionário animal à solta pela cidade
reproduzimo-nos ao contacto com o sol
irradiamos uma luz fosca uma força incontrolável
ELES chamam-nos delinquentes
mas apenas queremos sobreviver e mudar de vida
deambulamos de esquina em esquina
- vogamos de desejo em desejo indiferentes à multidão
sorrimos e fumamos um cigarro a meias
esperamos que alguma súbita transformação se opere
estamos condenados à espera e ao engate precário de uma noite"
Al Berto, Apresentação da noite
Quem se reconhecer que levante a mão.
reproduzimo-nos ao contacto com o sol
irradiamos uma luz fosca uma força incontrolável
ELES chamam-nos delinquentes
mas apenas queremos sobreviver e mudar de vida
deambulamos de esquina em esquina
- vogamos de desejo em desejo indiferentes à multidão
sorrimos e fumamos um cigarro a meias
esperamos que alguma súbita transformação se opere
estamos condenados à espera e ao engate precário de uma noite"
Al Berto, Apresentação da noite
Quem se reconhecer que levante a mão.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Eu gosto de balões... sempre gostei
Quando a Maria voltou de Moçambique, tentámos. Mas entre problemas de coordenação e noites mal dormidas, não se concretizou.
Agora, no regresso da Jaquelina, desta vez da India, com mais tempo, e sem depender de ninguém, consegui.
Não são todos vermelhos,mas quem quer ter só uma cor? A poesia vem de todo o lado.

Agora, no regresso da Jaquelina, desta vez da India, com mais tempo, e sem depender de ninguém, consegui.
Não são todos vermelhos,mas quem quer ter só uma cor? A poesia vem de todo o lado.
A mim a política "desinteressou-me"
É impossível não rir quando o nosso amigo Sócrates, de grandes jantaradas e bom vinho nos jardins de S. Bento em noites quentes de Verão, diz à oposição sempre que se dirige a eles: Um bocado mais de humildade meus senhores, quem ganhou as eleições fui eu.
E ao fim de muitos minutos a ver o debate na assembleia continuo a não conseguir levar estes gajos a sério.
Longe vão os tempos em que talvez na minha pura ingenuidade queria enveredar pela política. Verdade seja dita, quanto mais conheço menos quero conhecer.
E ao fim de muitos minutos a ver o debate na assembleia continuo a não conseguir levar estes gajos a sério.
Longe vão os tempos em que talvez na minha pura ingenuidade queria enveredar pela política. Verdade seja dita, quanto mais conheço menos quero conhecer.
Às vezes gostava de parar de pensar #1
Devemos, todos, uma critica sincera ao conteúdo.
Mas hoje não vou pagar a minha divida.
Mas hoje não vou pagar a minha divida.
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causa-efeito,
descrença,
expectativas
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Esta é para os manos #2
Parafraseando Herberto Helder:
"Amor - eis a palavra. O puro amor dos "Úrias". Mas a cidade era inatacável. A máquina funcionava: os jardins, a polícia, e os nomes, as imagens caçadas no ar, o trânsito das metáforas bancárias, ou os quartos onde se acorda para morrer, ou os nexos de lembrança, e a carne negra sobretudo quando os incêndios ameaçam passar de casa para casa, tudo: a vida inteira estancada como um dia entre duas noites, os medos, os mistérios. E os "Úrias" praticavam o seu terrorismo luminoso. Escreviam monografias onde a paixão interna corrompia a objectividade: era uma ciência rebelde."
Desta não estavam vocês há espera.
"Amor - eis a palavra. O puro amor dos "Úrias". Mas a cidade era inatacável. A máquina funcionava: os jardins, a polícia, e os nomes, as imagens caçadas no ar, o trânsito das metáforas bancárias, ou os quartos onde se acorda para morrer, ou os nexos de lembrança, e a carne negra sobretudo quando os incêndios ameaçam passar de casa para casa, tudo: a vida inteira estancada como um dia entre duas noites, os medos, os mistérios. E os "Úrias" praticavam o seu terrorismo luminoso. Escreviam monografias onde a paixão interna corrompia a objectividade: era uma ciência rebelde."
Desta não estavam vocês há espera.
Da série: tudo o que sinto e não sinto

"Talvez pudesse ouvir passos junto à porta do quarto, passos leves que estancariam enquanto a minha vida, toda a vida, ficaria suspensa. Eu existiria então vagamente, alimentado pela violência de uma esperança, preso à obscura respiração dessa pessoa parada. Os comboios passariam sempre. E eu estaria a pensar nas palavras do amor, naquilo que se pode dizer quando a extrema solidão nos dá um talento inconcebível. O meu talento do homem e devia reter, apenas pela sua força silenciosa, essa pessoa defronte da porta, a poucos metros, à distância de um simples movimento caloroso. Mas nesse instante ser-me-ia a essencial crualdade do espírito. Penso que desejaria somente a presença incógnita e solitária dessa pessoa atrás da porta. Ela não deveria bater, solicitar, inquirir.
Herberto Helder
Ainda não percebi...
se ando a enterrar ou a desenterrar o adjectivo.
quente-frio, cerveja-vinho, bairro-bica, tímida-libertário, rua-cinema, mundo-alfama, espontaneidade-jogo, mono-multi, poesia-racional, and so on...
quente-frio, cerveja-vinho, bairro-bica, tímida-libertário, rua-cinema, mundo-alfama, espontaneidade-jogo, mono-multi, poesia-racional, and so on...
domingo, 1 de novembro de 2009
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