"We are left, then, with a curious dual organization binding anthropology to 'development': the field that fetishizes the local, the autonomous, the traditional, locked in a strange dance with its own negation, its own evil twin that would destroy locality, autonomy, and tradition in the name of progress. Anthropology resents its twin fiercely (hence the oft-noted distate of mainstream anthropoly for 'development' work), even as it must recognize a certain intimacy with it, and a disturbing, inverted resemblance. Like an unwanted ghost, or an uninvited relative, 'development' haunts the house of anthropology. Fundamentally disliked by a discipline that at heart loves all those things that development intends to destroy, anthropology´s evil twin remains too close a relative to be simply kicked out. Thus we end up with an 'applied' subfield (development anthropology) that conflicts with its own discipline´s most basic theoretical and political commitments (hence its 'evil'); yet which is logically entailed in the very constitution of that field's distinctive specialization (hence its status as 'twin' to a field that is always concerned with the 'less', the 'under', the 'not-yet'... developed."
James Ferguson
(Encyclopedia of Social and Cultural Anthropology, 1996)
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Cartas para respirar
"Caro Bosie, Depois de muito ter esperado em vão, decidi-me a escrever-te, tanto para teu bem como para o meu, pois não gostaria de pensar que passei dois longos anos na prisão sem ter recebido um única linha tua, tão-pouco notícias ou mensagens, a não ser aquelas que me causam dor. (...)"
Hoje quase que metaforicamente
"Isto é um monumento evocativo"
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Eu sou as minhas pessoas #3
Ela disse que tinha tido uma alucinação.
(Mas os efeitos secundários da ingestão nunca foram confirmados.)
Na realidade, prefiro a ingenuidade aos jogos.
(Mas os efeitos secundários da ingestão nunca foram confirmados.)
Na realidade, prefiro a ingenuidade aos jogos.
A mim a política interessa-me #4
Ideologia: dizem que existe causalidade entre o crescimento do GDP e o consumo de electricidade, fazem uma referência a Schumpeter (para dar o toque heterodoxo e introduzir o conceito de inovação) e finalizam com a necessidade de liberalização.
Dois dias nisto, é preciso paciência.
Dois dias nisto, é preciso paciência.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Soa-me familiar
"Between the idea
And the reality
Between the motion
And the act
Falls the shadow"
The Hollow Men, T.S. Elliot
And the reality
Between the motion
And the act
Falls the shadow"
The Hollow Men, T.S. Elliot
Fosse tudo tão simples...
"Evening came. The girl climbed up into the attic and told the boy: since I saw you yesterday, my heart has not stood still, that is why I have come. I love you."
Louve Cause it all, African Folktales
... ou temos nós o dom de complicar tudo?
... ou temos nós o dom de complicar tudo?
domingo, 22 de novembro de 2009
Silêncios
"Para sonhar, não é preciso fechar os olhos, é preciso ler. A verdadeira imagem é conhecimento. São palavras já ditas, recensões exactas, massas de informações minúsculas, parcelas minimas de momentos e reproduções de reproduções que transportam para a experiência moderna os poderes do impossível. Nada mais do que o murmúrio constante da repetição que nos possa transmitir o que não acontece senão uma vez. O imaginário não se constitui contra o real, para chegar ou compensar, alastra-se entre os signos, de livro em livro, no intersticio das repetições e dos comentários, nasce e forma-se no espaço entre dois textos. É um fenomeno de biblioteca."
Michel Foucault, 1967
Retirado de uma instalação de Joseph Kosuth.
Exposição Silêncios, por Martin Karmitz
Vale a pena nem que seja simplesmente para ver mais uma peça de Juan Muñoz.
Retirado de uma instalação de Joseph Kosuth.
Exposição Silêncios, por Martin Karmitz
Vale a pena nem que seja simplesmente para ver mais uma peça de Juan Muñoz.
Eu sou as minhas pessoas #2 (alterado)
Eu sou os meus sítios #4
tempo e uma imperial a mais
Violeta foi violentamente violentada pela vil violência das letras.
(confesso: pensei nisto a caminho de casa ainda com os situacionistas e a IL na cabeça, apetecia-me brincar, fez-me rir)
(confesso: pensei nisto a caminho de casa ainda com os situacionistas e a IL na cabeça, apetecia-me brincar, fez-me rir)
sábado, 21 de novembro de 2009
Everybody's weird
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Outra Rua
"A língua portuguesa complica-me a vida. É pouco dada a arrebatamentos, as nossas palavras preferem, excepção feita à saudade, guardar-se para prosas mais telúricas e familiares, crassas de existencialismo explorando as vísceras. Pouco se dão sentimentalismos ocos, elucubrações bacocas e exibicionismos. É por isso que são tão magníficos os nossos poetas quando, como Pessoa, lhes contrariam a vontade falando de amor, da essência e do desassossego ou, como Herberto Helder, as pegam de caras, arrumando-as com precisão de relojoeiro, grandiloquente, cru, brutal.
Enquanto para aqui ando sem saber o que lhes fazer, não as trocava por nenhumas outras. "
Enquanto para aqui ando sem saber o que lhes fazer, não as trocava por nenhumas outras. "
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
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